Vale a pena fazer terapia online?
Nunca fiz e tenho receio de não funcionar por vídeo.
Perguntado por Anônimo
3 respostas de profissionais
Sim, a terapia online pode ser uma possibilidade muito válida. O fato de o atendimento acontecer por vídeo não significa que o processo terapêutico seja menos profundo ou efetivo. O que sustenta a psicoterapia é, sobretudo, a qualidade do vínculo, a escuta clínica, a formação do profissional e o método utilizado.
Inclusive, meu trabalho de conclusão da pós-graduação em Logoterapia e Análise Existencial abordou justamente a experiência da psicoterapia no formato online, aprofundando as possibilidades e os desafios dessa modalidade.
É natural ter receio quando nunca se vivenciou esse formato. Por isso, uma primeira conversa pode ser uma boa oportunidade para perceber como você se sente, conhecer a abordagem do profissional e avaliar se existe uma relação de confiança.
Na Logoterapia, o encontro com o outro é fundamental. Mesmo mediado pela tecnologia, esse encontro pode acontecer de maneira autêntica quando existe presença, escuta e abertura para aquilo que a pessoa está vivendo.
Sim. A terapia online pode ser tão adequada quanto o atendimento presencial para diversas demandas. Ela permite realizar o processo terapêutico com segurança e privacidade, sem precisar se deslocar, além de facilitar a continuidade do tratamento.
O mais importante é que você se sinta confortável com o formato e tenha uma boa conexão com o profissional. Na TCC, por exemplo, a modalidade online permite trabalhar pensamentos, emoções e comportamentos normalmente, utilizando as mesmas estratégias terapêuticas do atendimento presencial.
A terapia online pode ser uma alternativa importante para quem busca acompanhamento psicológico com mais flexibilidade, inclusive para brasileiros que vivem no exterior e desejam ser atendidos em português. Assim como no atendimento presencial, é importante que exista privacidade, segurança e uma boa relação terapêutica. Mais do que o formato, é fundamental que o espaço favoreça uma relação de confiança e que o acompanhamento seja adequado às necessidades de cada pessoa.